top of page

A One-Year Catch Up

  • Foto do escritor: Gabriela P. Bonomi Z.
    Gabriela P. Bonomi Z.
  • 10 de mai.
  • 5 min de leitura

Hello, again!


Faz muito tempo que não escrevo aqui no blog. Essa pequena pausa foi um tanto quanto necessária, já que nos últimos doze meses muita coisa aconteceu por aqui. Me sinto mal por não ter dado conta de manter esse espaço ativo e atualizado, o Instagram parece ser uma rede de partilha mais "prática" mas, ao mesmo tempo, totalmente rasa, cheia de conteúdos cansativos, iguais, automáticos e pouco humanizados. Aqui sinto que é a extensão da minha casa, tudo do meu jeito, sem o frenetismo de um feed barulhento. Então, sejam muito bem vindos ao In The Garden <3



Aqui vai um pequeno catch up do último ano, só para contextualizar vocês antes dos próximos posts. Porque, aparentemente, eu sumi por alguns meses e voltei como se nada tivesse acontecido. Risos.


  • No ano passado, recebemos muitas visitas de familiares e amigos aqui no Porto. Tudo começou em abril de 2025, com a visita da minha melhor amiga, Anna Beatriz, e do marido dela, Lucas, direto de Madrid. Foram dias deliciosos aqui em casa. As crianças simplesmente amaram conhecê-los e, ao mesmo tempo, meus sogros também estavam na cidade. Ou seja: uma grande reunião, com casa cheia, mesa cheia e aquela sensação boa de ter gente querida por perto.


  • Nesse mesmo período, eu estava finalizando o projeto da Livraria Tropïque: shooting, site, estoque de livros, participação em mercados e a procura por um espaço físico para a nossa pop up store. E, só para lembrar o contexto da novela, eu já era (e continuo sendo) mãe de dois meninos lindos com menos de quatro anos e três cadelas fofinhas. Imaginem o nível de logística. Às 21h, a casa inteira já estava dormindo. Inclusive eu :)


  • Em junho, abrimos então a Tropïque: uma pequena livraria independente aqui no Porto. Com a ajuda indispensável do meu marido, criamos uma pop up store na Foz do Douro, que ficou aberta do verão de 2025 até a primavera de 2026. Foram meses intensos de trabalho, de segunda a sábado, das 10h às 18h, vendendo livros, cafés e vinhos para locais e turistas do mundo todo. Foi um projeto muito bonito, muito exigente e também muito reconhecido pela imprensa local e pelos moradores da cidade. Uma daquelas experiências que dão trabalho até o último fio de cabelo, mas também enchem a gente de orgulho. Você pode dar uma olhada nestes artigos aqui:




  • Durante o verão de 2025, em julho, minha tia Fernanda veio nos visitar e ficou connosco por uns quinze dias. Aproveitamos muito os dias quentes e ensolarados que pareciam durar até as 22h. Ela me ajudou na livraria, curtimos praia, fizemos um bate-volta até Lisboa, fomos ao show do Barbatuques… Foram dias leves, cheios, felizes.


  • Em setembro, foi a vez do meu pai vir nos visitar. Ele também ficou cerca de duas semanas e aproveitamos muito o fim do verão. Ele nos ajudou bastante na livraria, curtiu as crianças, viveu a rotina com a gente e aproveitou cada pedacinho do tempo que esteve aqui conosco. Foi perfeito.


  • Em outubro, descobri minha terceira gravidez. Nossos familiares e amigos mais próximos já sabiam: eu e meu marido sempre falamos que queríamos ter pelo menos três filhos. No começo do namoro, inclusive, falávamos em cinco, hahahaha. Claramente, dois jovens de dezoito anos muito apaixonados e sem noção da realidade logística da maternidade/paternidade. Com o caçula de um ano e três meses, sentimos que talvez fosse a hora de começar a tentar. Demos o start em junho, mas em setembro baixamos um pouco as expectativas. Até que, em um belo dia de outubro, enquanto eu esperava meu filho mais velho na natação, comprei um teste de gravidez just in case, daqueles que detectam alguns dias antes do atraso menstrual. Comprei porque, no dia seguinte, eu seria a anfitriã do primeiro clube do livro da minha livraria: uma noite que, obviamente, seria regada a vinho. Chegamos em casa depois da natação e fui à casa de banho fazer o teste. Deixei a canetinha piscando em cima da pia e fui terminar de dar o jantar das crianças. Depois de alguns bons minutos, voltei para checar e, de repente, lá estava ele: um positivo enorme na telinha digital. Eu fiquei cho-ca-da. Não estava a espera MESMO! Meu marido estava em reunião, ficou gago e teve que pedir licença para processar a informação. Naquele momento, já éramos cinco. Nos dias seguintes, fui ao obstetra e descobrimos a gestação com apenas cinco semanas, bem no comecinho.


  • Os três meses seguintes foram de muito, muito, muito enjoo e um cansaço físico absurdo. Nas minhas duas gestações anteriores, eu não tinha sentido tantos sintomas como nessa. Reduzi o ritmo, fiquei mais reclusa, mais offline e precisei respeitar bastante o corpo. Para completar, meu marido sofreu um pequeno acidente de moto, passou por uma cirurgia e precisou muito da minha ajuda física. Em dezembro, completei três meses de gestação e, com 14 semanas, contamos para todo mundo. Foi uma surpresa linda e uma felicidade geral. <3


  • Uma curiosidade interessante sobre Portugal: vocês sabiam que aqui muitas famílias de classe média/alta têm, no mínimo, três filhos? Na escola dos meus filhos, por exemplo, a maioria das famílias tem três crianças. Algumas mães têm quatro, cinco. Várias influenciadoras portuguesas, especialmente mais ao sul do país, também têm três ou mais filhos. Ou seja: tem criança em todo lugar. Acho que isso, de certa forma, também nos encorajou a ter o terceiro.


  • O inverno de 2026, de dezembro a fevereiro, foi terrível para a nossa livraria. A pop up store ficava vazia, quase ninguém andava na rua, quase ninguém saía de casa para passear, quase ninguém comprava livros. Todo o comércio local sentiu muito o impacto das chuvas daquele inverno. Foi um período péssimo para todos. Foi nessa altura em que comecei a repensar a dinâmica da nossa família com a chegada de uma bebê em junho e, principalmente, o lugar que a livraria ocuparia nessa nova rotina.


  • Em abril deste ano, decidimos encerrar a pop up store da Foz e seguir com a livraria apenas online. Essa decisão liberou muitas horas do meu dia e me permitiu voltar minha energia para a família, para a casa e para a preparação da chegada da Sienna.


Agora, escrevendo tudo isso, percebo que talvez não tenha acontecido “tanta coisa assim” no sentido de uma lista interminável de eventos. Mas aconteceram coisas importantes. Coisas grandes. Coisas que mudam o ritmo da casa, os planos, o corpo, a cabeça e o coração. E agora, com um pouco mais de "tempo livre" (entre muitas aspas, porque né!) consigo voltar para esse meu hobby que eu tanto gosto: escrever um blog.


Love,


G.

Comentários


QUOTES-8.png

Thanks!

  • Instagram
  • Twitter
  • Spotify

In The Garden © 2026 

bottom of page